Nota da diretoria do DCE UFRPE na UAST/UFRPE

No dia 13 de outubro de 2016 nós, estudantes da UAST/UFRPE, após reunião aberta da diretoria do DCE junto aos diretórios acadêmicos de Administração, Engenharia de Pesca e vários estudantes de nossa unidade, decidimos fechar o acesso ao campus, em protesto contra a PEC 241, a PL 5173/2016, além dos cortes na educação e desmandos promovidos pelo governo Michel #foratemer e seu ministro Mendonça golpista filho. Na manhã do dia 13, por volta das 05h30min da manhã, fechamos a BR que dá acesso ao campus, ficamos em manifesto até às 19h30min horas, onde, em seguida, decidimos em assembleia ocupar a UAST/UFRPE e continuar o ato na manhã seguinte do dia 14 de outubro (sexta feira). A ocupação seguiu com poesia, voz e violão, debate sobre a conjuntura e planos para o futuro.

No dia 14 o ato continuou pela manhã, seguindo até às 19h30min novamente, onde garantimos:
- audiência pública com a reitoria pra início de novembro;
- reunião com a prefeitura, direção da UAST, PM e PRF para discutir acerca do transporte em Serra Talhada (dia 25, 15 horas);
- nota do deputado (e autor da PL da emancipação da UAST) Kaio maniçoba;
- nota da reitoria acerca da questão do transporte da UAST/UFRPE.

O ato não foi divulgado nas redes sociais por um motivo simples: há uma cultura (infelizmente) de “confundir” paralisação com “ficar em casa”. Nós, estudantes, não entendemos assim. Por isso fomos pra luta. Gostaríamos de agradecer aos mais de 700 estudantes presentes (registado em ata), a presença e ao apoio de vários professores, técnicos e terceirizados, bem como a colaboração da PM e da PRF que se fizeram presentes ao nosso pedido de colaboração em nosso ato pacífico.

Repudiamos a truculência e a arrogância de determinados professores que, fazendo uso de seu cargo enquanto docentes enviaram e-mails ameaçando colocar falta nos discentes, inclusive com o caso de uma professora que avançou pra cima dos estudantes, enquanto os mesmos retiraram a barreira pra ela mesma passar. Tal atitude só mostra a falta de respeito com uma categoria preocupada com o futuro do país, e que cumpriu de modo heroico seu papel em dialogar com a comunidade contra uma série de golpes que vivemos nesses dias turbulentos.

Só podemos dizer: “Há braços!”

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